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UE adia implementação da lei anti-desmatamento para 2026

A União Europeia anunciou que adiará o lançamento de sua lei anti-desmatamento pela segunda vez, adiando a aplicação por mais um ano. Originalmente prevista para entrar em vigor em 30 de dezembro, a lei foi projetada para bloquear importações de commodities como soja, carne bovina e óleo de palma, a menos que as empresas pudessem demonstrar que suas cadeias de suprimentos estavam livres de desmatamento. A comissária de Meio Ambiente Jessika Roswall confirmou o atraso, atribuindo-o à necessidade de um maior desenvolvimento dos sistemas de TI necessários para processar e verificar os dados de conformidade.

A lei, aclamada como uma política pioneira mundial para combater os cerca de 10% do desmatamento global vinculados ao consumo da UE, enfrentou resistência de grandes parceiros comerciais, incluindo Brasil, Indonésia e Estados Unidos. Grupos da indústria argumentam que o cumprimento dos rigorosos requisitos de rastreabilidade aumentará os custos e limitará as exportações, enquanto alguns estados membros da UE, incluindo Polônia e Áustria, manifestaram preocupações de que os próprios produtores europeus possam ter dificuldades para cumprir as regras. Uma carta da Comissão advertiu que a atual infraestrutura de TI corria o risco de “desacelerar a níveis inaceitáveis”, potencialmente interrompendo os fluxos comerciais se implementada prematuramente.

Os defensores do meio ambiente expressaram forte decepção com a decisão, enfatizando a urgência de tomar medidas contra a perda de florestas. Nicole Polsterer, da Fern, disse: “Cada dia que esta lei é adiada equivale a mais florestas devastadas, mais incêndios florestais e mais eventos climáticos extremos.” O Parlamento Europeu e os estados membros ainda devem aprovar o atraso proposto, mas os críticos argumentam que cada adiamento enfraquece a credibilidade da UE em avançar sua agenda verde e reduz o impacto imediato de suas principais medidas de sustentabilidade.

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